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Princesa Isabel
Olá, eu sou a Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mas todos me conhecem como Princesa Isabel!
Nasci no Rio de Janeiro, no Paço de São Cristóvão, em 29 de julho de 1846. Sou a filha mais velha do Imperador Dom Pedro II e da Imperatriz Teresa Cristina. Minha vida foi de muita responsabilidade desde muito cedo, pois eu era a herdeira do trono brasileiro.
A Infância e o Destino
Meu pai, Dom Pedro II, era um homem muito culto e preocupado com a educação, e minha mãe era uma pessoa muito bondosa. Minha infância foi dedicada aos estudos. Eu aprendi sobre história, línguas, ciências e, claro, sobre como um governante deve agir com justiça. Eu sabia que, um dia, eu poderia ser a Imperatriz.
Em 1864, casei-me com o Conde d’Eu, um príncipe francês muito querido. Tivemos filhos e uma vida familiar feliz.
Regente do Império
Eu não era apenas uma princesa; eu era a Princesa Regente. Isso significava que, sempre que meu pai, o Imperador Dom Pedro II, viajava para o exterior, eu ficava em seu lugar governando o Brasil. Eu exerci a regência por três vezes, e foram períodos muito importantes.
1ª Regência: 1871-1872
2ª Regência: 1876-1877
3ª Regência: 1887-1888
Durante minhas regências, eu assinei leis importantes, mas uma se destaca de todas as outras.
A Assinatura da Lei Áurea
Desde jovem, eu era profundamente contra a escravidão, assim como meu pai. Eu acreditava que era injusto e cruel manter pessoas sem liberdade. Era um desejo antigo meu e de muitos brasileiros que a escravidão acabasse de vez.
O momento mais glorioso da minha vida aconteceu em minha última regência:
O Grande Dia: Em 13 de maio de 1888, eu assinei a Lei Áurea. Essa lei tinha apenas dois artigos, mas um significado enorme: ela declarava extinta a escravidão no Brasil!
A Emoção:
Depois disso, fiquei conhecida como “A Redentora” (aquela que resgata ou liberta) e recebi muitas homenagens do povo, que finalmente estava livre!
O Fim da Monarquia
Infelizmente, pouco tempo depois de assinarmos a Lei Áurea, o governo do meu pai chegou ao fim. Em 15 de novembro de 1889, o Brasil se tornou uma República, e a Monarquia (o governo de imperadores e princesas) acabou.
Meu pai, meu marido e eu fomos obrigados a ir para o exílio (morar fora do país) na Europa. Morávamos na França e nunca mais pudemos voltar ao Brasil como governantes.
Morri na França, na cidade de Eu, em 14 de novembro de 1921. Mesmo tendo vivido o fim do Império, meu maior feito, a liberdade de milhões de pessoas, nunca será esquecido. Eu sempre amei e servi o Brasil.



