Heitor Villa-Lobos

Heitor Villa-Lobos

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Villa-Lobos

Música Clássica Brasileira

 

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Heitor Villa-Lobos

 

Olá! Eu sou Heitor Villa-Lobos, mas você pode me chamar apenas de Villa-Lobos. Sou considerado o maior compositor das Américas e dediquei a minha vida inteira a transformar os sons do Brasil em música clássica.

 

Deixe-me contar como foi a minha jornada:

 

Infância e os Primeiros Acordes

Eu nasci na cidade do Rio de Janeiro, no dia 5 de março de 1887. Desde muito pequeno, a música já morava na minha casa. Meu pai, Raul, era um músico amador muito talentoso e foi ele quem me ensinou os primeiros passos.

 

Sabe como eu comecei? Com um violoncelo adaptado! Como eu era muito pequeno para o instrumento real, meu pai adaptou uma viola para eu tocar como se fosse um violoncelo. Além disso, eu adorava ouvir os “chorões” (músicos de choro) que tocavam nas ruas do Rio. Essa mistura de música clássica com o som das ruas foi o que formou meu coração musical.

 

Uma Aventura pelo Brasil

Quando cresci, eu não quis ficar apenas dentro de salas de aula. Eu queria conhecer o “Brasil real”. Peguei meu violão e viajei por muitos lugares, como o Nordeste e a Amazônia.

 

Nessas viagens, eu ouvi cantigas de roda, pássaros, lendas indígenas e o ritmo do povo. Eu anotava tudo! Eu percebi que a nossa cultura era uma mina de ouro e decidi que o mundo precisava ouvir o som das nossas florestas e das nossas cidades através das minhas composições.

 

Meus Grandes Feitos

Eu fiz muita coisa importante, mas aqui estão as que eu mais me orgulho:

 

A Semana de Arte Moderna (1922): Participei desse evento histórico em São Paulo, onde mostramos que a arte brasileira deveria ser moderna e original, sem apenas copiar a Europa.

 

As Bachianas Brasileiras: Criei uma série de nove obras onde misturei o estilo de um famoso compositor alemão chamado Bach com o folclore brasileiro. A mais famosa é a “Bachianas nº 5”.

 

O Trem Caipira: Você já ouviu uma orquestra imitar um trem? Eu fiz isso! Na peça “O Trenzinho do Caipira”, usei instrumentos para imitar o barulho da Maria Fumaça correndo pelos trilhos.

 

Música nas Escolas: Eu acreditava que toda criança deveria cantar. Por isso, criei o Canto Orfeônico, organizando corais gigantescos com milhares de alunos em estádios de futebol. Eu regia todo mundo com uma bandeira do Brasil!

 

Meu Legado

Eu vivi intensamente até o fim, sempre cercado de partituras e planos para o futuro. Infelizmente, no dia 17 de novembro de 1959, aos 72 anos, eu parti.

Eu escrevi mais de mil músicas! Mostrei ao mundo que o violão era um instrumento nobre e que o Brasil tinha uma voz única. Recebi muitas homenagens e hoje meu rosto já apareceu até em notas de dinheiro e selos.

 

Sempre digo que não uso o folclore como um livro de receitas, eu sou o próprio folclore. Minha música é o som das águas, das matas e do povo brasileiro.

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