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Machado de Assis
Olá, eu sou Joaquim Maria Machado de Assis, mas a maioria das pessoas me conhece como Machado de Assis!
Minha História Começa: O Nascimento
Eu nasci em 21 de junho de 1839, no Morro do Livramento, na cidade do Rio de Janeiro. Naquela época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil! Minha família era simples. Meu pai, Francisco José de Assis, era pintor de paredes, e minha mãe, Maria Leopoldina da Câmara Machado, era lavadeira. Infelizmente, perdi minha mãe muito cedo, quando eu era criança, e meu pai também não viveu muito depois disso.
A Vida de Criança e o Aprendizado
Minha infância não foi fácil, mas eu era muito curioso e gostava de aprender. Não tive a oportunidade de frequentar boas escolas por muito tempo, mas isso não me impediu! Eu aprendi a ler e escrever com a ajuda de uma senhora que era minha madrasta (mãe de criação), Maria Inês. Eu me tornei um autodidata, o que significa que eu aprendi a maior parte das coisas sozinho, lendo muito. Eu era apaixonado por livros, e essa paixão me levou a trabalhar desde cedo.
Meus Primeiros Empregos e a Escrita
Para ajudar em casa e me sustentar, comecei a trabalhar em jornais e tipografias (locais onde se imprimem livros e jornais). Isso foi fundamental! Aos 16 anos, publiquei meu primeiro poema em uma revista, e pouco tempo depois, comecei a escrever em jornais como jornalista e cronista. Eu escrevia sobre o que acontecia no dia a dia, fazia críticas e contava histórias.
O Amor e a Família
Em 1869, eu me casei com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais. Ela era uma mulher culta e me ajudou muito, inclusive no meu trabalho. Fomos casados por 35 anos, e ela foi minha grande companheira e incentivadora.
Os Grandes Feitos: O Escritor Famoso
O meu trabalho como escritor é o que me tornou famoso. Eu escrevi poemas, peças de teatro, contos e, principalmente, romances. Os meus livros são muito especiais porque eu tentava entender a mente humana e como as pessoas agiam.
Meus romances mais conhecidos são:
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881): Este livro é muito divertido e diferente, porque o narrador (a pessoa que conta a história) já está morto! Ele conta sua vida de lá, do “além”.
Quincas Borba (1891): Uma história que faz a gente pensar sobre riqueza e loucura.
Dom Casmurro (1899): Este é, talvez, o meu mais famoso. É a história de Bentinho e Capitu e a grande dúvida: Capitu traiu Bentinho? As pessoas discutem sobre isso até hoje!
O Fundador da ABL
Um dos meus maiores feitos aconteceu em 1897. Eu ajudei a fundar a Academia Brasileira de Letras (ABL), que é um lugar muito importante para os escritores do Brasil. Eu fui escolhido como o primeiro presidente e o membro Fundador da Cadeira número 23. A ABL existe até hoje, cuidando da nossa língua portuguesa e literatura.
O Legado
Eu faleci em 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro. Acredito que meu maior legado é a minha obra. Por causa dos meus livros, sou considerado o maior escritor da literatura brasileira! Minhas histórias continuam sendo lidas e estudadas por jovens e adultos, e elas nos ensinam muito sobre o Brasil do meu tempo e, principalmente, sobre nós mesmos.




