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João Francisco de Azevedo
Olá! Eu sou o João Francisco de Azevedo, mas muitos me conhecem como o Padre Azevedo. Sabe aquele teclado que você usa no computador ou no celular? Pois saiba que eu fui um dos primeiros no mundo a ter a ideia de uma máquina que escrevia letras no papel de um jeito bem rápido!
Um Padre Muito Curioso
Eu nasci no ano de 1833, na cidade de Itaboraí, no Rio de Janeiro. Naquela época, a gente escrevia tudo à mão, com penas de aves e tinta, o que demorava muito e fazia uma bagunça se a tinta caísse!
Eu segui a carreira religiosa e me tornei padre, mas o meu coração também batia forte pela mecânica. Eu adorava consertar relógios e entender como as engrenagens funcionavam. Eu queria criar algo que ajudasse as pessoas a escreverem textos mais claros e rápidos.
O Nascimento da “Pena Mecânica”
Por volta de 1861, enquanto eu morava em Pernambuco, eu tive uma ideia brilhante. Eu peguei as teclas de um piano velho e as adaptei para que, em vez de notas musicais, elas batessem tipos de metal (letras) contra o papel.
Minha invenção era incrível! Tinha 24 teclas e funcionava super bem. Eu a chamei de “Pena Mecânica”. Foi a primeira máquina de escrever do Brasil e uma das primeiras do mundo inteiro.
O Desafio e a Injustiça
Eu apresentei minha máquina em uma exposição no Rio de Janeiro e até ganhei uma medalha de ouro do Imperador Dom Pedro II. Porém, para fabricar a máquina em grande escala, eu precisava de dinheiro, e o governo daquela época não me ajudou muito.
Diz a história que um estrangeiro se interessou pelos meus desenhos e planos, prometendo me ajudar a fabricá-los nos Estados Unidos. Mas, tempos depois, uma empresa americana chamada Remington lançou uma máquina muito parecida com a minha. Por muito tempo, eles levaram todo o crédito, e eu acabei sendo esquecido.
Meu Legado para o Futuro
Eu parti em 1880, mas hoje a história faz justiça ao meu nome. Sou reconhecido como um dos precursores da máquina de escrever. Sem a minha curiosidade lá atrás, talvez o teclado que você usa hoje demorasse muito mais para ser inventado!
Por que minha história é importante?
Criatividade Brasileira: Mostrei que com peças de piano e muita imaginação, podemos criar tecnologia.
Pioneirismo: Fui um dos primeiros no planeta a pensar em “digitar” em vez de apenas escrever à mão.
Persistência: Mesmo sem apoio, provei que brasileiros podem estar na vanguarda das grandes invenções.




