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Mauricio Rocha e Silva
Olá! Eu sou o Maurício Rocha e Silva, mas no mundo da ciência sou conhecido simplesmente como o descobridor da bradicinina. Prepare-se, porque a minha história envolve cobras venenosas, laboratórios e uma descoberta que ajuda milhões de pessoas a cuidarem do coração todos os dias!
O Início no Rio de Janeiro
Eu nasci no dia 19 de setembro de 1910, na cidade do Rio de Janeiro. Desde muito jovem, eu era fascinado por entender como as substâncias químicas podiam transformar o nosso corpo. Por isso, decidi estudar medicina, mas o que eu queria mesmo era ser um cientista de laboratório — um farmacologista (alguém que estuda como os remédios e venenos funcionam).
Depois de me formar, fui trabalhar no Instituto Biológico, em São Paulo, onde comecei a investigar um dos maiores mistérios da nossa natureza: o veneno das serpentes brasileiras.
O Mistério da Jararaca
Em 1948, eu e minha equipe (incluindo meus colegas Wilson Beraldo e Gastão Rosenfeld) estávamos estudando o veneno da Jararaca (Bothrops jararaca).
Percebemos algo estranho: quando o veneno da cobra entrava em contato com o sangue, ele liberava uma substância que fazia a pressão arterial cair drasticamente e os músculos se contraírem lentamente.
Eu dei a essa nova substância o nome de Bradicinina. O nome vem do grego: brady (lento) e kinin (movimento). Foi uma descoberta monumental!
Como a Bradicinina Mudou o Mundo
Você deve estar se perguntando: “Mas Maurício, por que descobrir algo que baixa a pressão é tão importante?”.
Bem, naquela época, muitos cientistas queriam entender como controlar a pressão alta (hipertensão), que é uma doença que faz o coração trabalhar demais. A bradicinina foi a peça do quebra-cabeça que faltava.
A minha descoberta serviu de base para que outros cientistas criassem remédios famosíssimos, como o Captopril. Esses remédios ajudam a “relaxar” os vasos sanguíneos, permitindo que o sangue corra mais fácil, salvando a vida de milhões de pessoas com problemas cardíacos no mundo inteiro!
Um Professor Apaixonado
Além de pesquisador, eu amava ensinar. Ajudei a fundar a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e dei aulas na USP de Ribeirão Preto. Eu sempre dizia aos meus alunos que a ciência brasileira era forte e que não precisávamos de nada além de curiosidade e dedicação para sermos os melhores do mundo.
Eu parti em 1983, mas meu legado continua pulsando nas farmácias, nos hospitais e em cada batida de um coração que hoje bate mais tranquilo graças às pesquisas que fiz com aquela cobra lá no laboratório.
Resumo dos meus feitos:
Descobridor: Identifiquei a bradicinina, uma substância essencial para o corpo.
Pioneiro: Minha pesquisa gerou os remédios modernos para pressão alta.
Líder: Lutei para que a ciência no Brasil fosse valorizada e organizada.




