Chu Ming Silveira

Chu Ming Silveira

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Chu Ming

Chu Ming Silveira inventora do orelhão Chu Ming Silveira inventora

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Chu Ming Silveira

 

Olá! Eu sou a Chu Ming Silveira, mas você provavelmente me conhece por causa da minha criação mais famosa, que está espalhada pelas ruas do Brasil: o Orelhão!

 

Vou te contar como uma menina que veio de muito longe acabou desenhando um dos maiores ícones do nosso país.

 

Uma Longa Viagem

Eu nasci no dia 4 de abril de 1941, na cidade de Xangai, na China. Quando eu ainda era criança, em 1950, minha família decidiu se mudar para o Brasil fugindo da guerra em nosso país de origem.

 

Chegar ao Brasil foi uma aventura! Eu tive que aprender uma língua nova, novos costumes e fiz de São Paulo a minha casa. Desde cedo, eu amava desenhar e criar coisas, o que me levou a estudar Arquitetura e Urbanismo na Universidade Mackenzie.

 

O Problema dos Telefones Barulhentos

Antigamente, os telefones públicos (que a gente chama de “fones de ficha”) ficavam dentro de cabines fechadas de metal e vidro. Elas eram quentes, difíceis de limpar, ocupavam muito espaço na calçada e, pior: as pessoas quase não conseguiam ouvir nada por causa do barulho dos carros.

 

Em 1971, eu trabalhava na Companhia Telefônica Brasileira e recebi um desafio: criar um protetor para os telefones que fosse barato, resistente e que protegesse quem estivesse falando.

 

A Inspiração: O Formato do Ovo

Para resolver o problema do barulho e da chuva, eu não desenhei uma caixa quadrada. Eu me inspirei no formato de um ovo!

 

Por que um ovo? Porque as superfícies curvas ajudam a “rebater” o som para dentro, criando um lugar silencioso para quem está falando, mesmo no meio de uma rua barulhenta. Além disso, o formato arredondado protegia o aparelho da chuva e do sol sem precisar de portas.

 

Eu criei dois modelos de fibra de vidro:

 

Chu I: Um menor e laranja, para ambientes fechados, que apelidaram de “Orelhinha”.

 

Chu II: O grande e azul, para as ruas, que todo mundo passou a chamar carinhosamente de Orelhão.

 

Um Ícone Brasileiro

O design foi um sucesso tão grande que o Orelhão se espalhou por todo o Brasil em 1972. As pessoas amaram! O formato era tão moderno e inteligente que outros países, como Peru, Colômbia e até países da África e da China, quiseram usar o meu desenho.

 

Além de arquiteta e designer, eu também era designer de móveis e sempre buscava o equilíbrio entre a utilidade e a beleza.

 

O que eu deixei para o mundo:

Design Democrático: Criei algo que todo mundo podia usar na rua.

 

Criatividade com Ciência: Usei a acústica (o estudo do som) para ajudar as pessoas a se comunicarem melhor.

 

Orgulho Nacional: Transformei o cenário das cidades brasileiras com um objeto que virou símbolo da nossa cultura.

 

Eu nos deixei em 1997, mas fico muito feliz em saber que, mesmo na era do celular, o Orelhão continua sendo um exemplo de como uma boa ideia pode mudar o dia a dia de milhões de pessoas.

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