Cândido Portinari

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Portinari

Biografia de Cândido Portinari Vida de Cândido Portinari

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Cândido Portinari

 

Olá! Eu sou Cândido Torquato Portinari, mas a maioria das pessoas me conhece apenas como Portinari. Vou contar um pouco da minha história para vocês, que começou em um lugar cheio de terra roxa e pés de café.

 

O Menino das Plantações

Eu nasci no dia 29 de dezembro de 1903, em uma fazenda de café chamada Santa Rosa, na cidade de Brodowski, no interior de São Paulo. Meus pais, Giovan Battista Portinari e Domenica Torquato, eram imigrantes italianos que vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor.

 

Desde pequeno, eu era fascinado pelas cores e formas ao meu redor. Eu não tinha brinquedos caros; meu brinquedo favorito era o lápis. Eu desenhava em qualquer lugar: no chão de terra, nos pedaços de papel que encontrava e até nas paredes!

 

O Início de um Sonho

Aos 15 anos, tomei uma decisão corajosa: deixei minha família e parti para o Rio de Janeiro para estudar na Escola Nacional de Belas Artes. Eu era pobre e passei por muitas dificuldades, mas o amor pela pintura me mantinha firme.

 

Em 1928, ganhei um prêmio muito importante: uma viagem para a Europa! Morei em Paris por dois anos. Lá, aprendi técnicas modernas, mas senti uma saudade imensa do Brasil. Foi longe de casa que percebi o que eu realmente queria pintar: o meu povo, a minha terra e a realidade dos brasileiros.

 

Meus Grandes Feitos e Obras

Quando voltei ao Brasil, comecei a pintar sem parar. Eu queria mostrar a força dos trabalhadores, o sofrimento dos retirantes e a alegria das crianças brincando. Aqui estão alguns dos momentos mais importantes da minha carreira:

 

O Lavrador de Café (1934): Uma das minhas obras mais famosas, que mostra a força do homem que trabalha na terra.

 

Série Retirantes: Pintei quadros emocionantes que mostram famílias fugindo da seca no Nordeste, para que o mundo não esquecesse dessas pessoas.

 

Guerra e Paz: Este foi o meu maior desafio! São dois painéis gigantes (os maiores que já fiz) que o governo brasileiro deu de presente para a sede da ONU, em Nova York. Eles mostram o horror da guerra e a esperança da paz.

 

Cores que Contam Histórias

Eu não pintava apenas quadros para museus. Eu também decorava igrejas e prédios públicos com azulejos e afrescos, como na Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte. Minha arte sempre foi um jeito de lutar por um mundo mais justo.

 

Infelizmente, as tintas que eu tanto amava acabaram me deixando doente. Naquela época, elas tinham muito chumbo, o que me causou um problema de saúde grave. Mesmo proibido pelos médicos de pintar, eu não conseguia parar — a arte era a minha vida.

 

Meu Legado

Eu faleci em 1962, mas deixei mais de 5 mil obras espalhadas pelo mundo. Hoje, minha casa em Brodowski é um museu onde todos podem conhecer o lugar onde aquele menino que desenhava no chão começou sua jornada.

 

Eu queria ser lembrado como o artista que pintou a alma do Brasil. Lembre-se sempre: não importa de onde você vem, seus sonhos podem levar você a lugares que você nem imagina!

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