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Introdução à Pesquisa Histórica e ao Cotidiano
O estudo da História não se faz apenas lembrando de grandes reis, presidentes ou batalhas do passado. A História está viva nas pequenas coisas do nosso dia a dia: nas roupas que vestimos, nas comidas que preparamos, nas profissões atuais e em como as famílias se organizam. Para entender o passado, o historiador age como um detetive, utilizando fontes históricas (cartas, fotos, objetos, relatos orais). No entanto, o mais importante na pesquisa histórica é compreender que um mesmo acontecimento pode ser visto de formas diferentes dependendo de quem o conta. Comparar esses pontos de vista é o que nos ajuda a construir uma história mais justa e verdadeira.
Questão 1
Para estudar a história do cotidiano de uma escola no passado, qual das seguintes fontes seria considerada uma fonte visual e direta?
- a) ( ) Um livro de história escrito este ano por um pesquisador.
- b) ( ) Uma fotografia antiga do pátio da escola com os alunos na década de 1950.
- c) ( ) Um bilhete impresso pela diretoria atual.
- d) ( ) Uma reportagem de rádio gravada ontem sobre a educação no Brasil.
Questão 2
Imagine que dois jornais da mesma época publicaram notícias sobre a chegada dos automóveis a uma cidade em 1920. O “Jornal A” elogiou a velocidade e a modernidade. O “Jornal B” reclamou do barulho e do medo dos pedestres. Essa diferença nos mostra que:
- a) ( ) Um mesmo fato histórico pode ter diferentes pontos de vista dependendo de quem o viveu.
- b) ( ) Os historiadores só devem acreditar no jornal que fala bem das tecnologias.
- c) ( ) Um dos jornais estava inventando mentiras.
- d) ( ) Os jornais antigos não servem como fontes de pesquisa confiáveis.
Questão 3
A rotina das crianças mudou muito ao longo dos séculos. No Brasil do século XIX, muitas crianças escravizadas ou de famílias de baixa renda trabalhavam desde muito cedo. Hoje, a lei garante que o principal dever da criança é estudar e brincar. Essa mudança no cotidiano representa:
- a) ( ) Uma permanência histórica, pois a rotina continuou exatamente igual.
- b) ( ) Uma ruptura histórica, ou seja, uma transformação na forma como a infância é vista.
- c) ( ) Um acontecimento sem importância para a pesquisa dos historiadores.
- d) ( ) Uma escolha das próprias crianças daquela época, que preferiam trabalhar.
Questão 4
Ao entrevistar sua avó sobre como era a infância dela e depois entrevistar seu irmão mais novo sobre a infância atual, você está realizando qual procedimento da pesquisa histórica?
- a) ( ) Uma linha do tempo focada apenas em datas comemorativas.
- b) ( ) Uma análise puramente arqueológica de fósseis humanos.
- c) ( ) Uma pesquisa de opinião para saber quem é a pessoa mais inteligente da família.
- d) ( ) Uma comparação de pontos de vista e de práticas do cotidiano em tempos diferentes.
Questão 5
As cartas escritas por soldados durante uma guerra revelam como era o cotidiano deles no fronte de batalha. Se compararmos a carta de um soldado com o relatório oficial do general do exército, é provável que:
- a) ( ) Os dois textos digam exatamente as mesmas palavras.
- b) ( ) O soldado destaque o sofrimento, o frio e a saudade, enquanto o general foque nas estratégias e vitórias.
- c) ( ) A carta do soldado seja descartada por não ter valor histórico.
- d) ( ) O relatório do general seja a única verdade absoluta sobre o cotidiano da guerra.
Questão 6
Um historiador encontra um diário de uma dona de casa de 1940. Esse documento ajuda a compreender:
- a) ( ) O cotidiano privado, a alimentação, os costumes e o papel da mulher naquele período.
- b) ( ) A história das grandes guerras mundiais, sem nenhuma ligação com o Brasil.
- c) ( ) Apenas a história dos presidentes daquela época.
- d) ( ) Que o cotidiano das pessoas comuns não tem importância para a ciência histórica.
Questão 7
Quando os portugueses chegaram ao Brasil em 1500, Pero Vaz de Caminha escreveu uma carta ao rei de Portugal descrevendo os indígenas. Essa carta representa:
- a) ( ) O ponto de vista dos próprios indígenas sobre a chegada dos portugueses.
- b) ( ) Uma descrição totalmente neutra, sem nenhuma opinião pessoal do escritor.
- c) ( ) O ponto de vista do colonizador europeu sobre a nova terra e seus habitantes.
- d) ( ) Um documento falso que não deve ser usado na pesquisa histórica.
Questão 8
Qual das seguintes alternativas apresenta um exemplo de permanência no cotidiano das famílias brasileiras ao longo dos últimos 100 anos?
- a) ( ) O uso de fogão a lenha como principal e único meio de cozinhar em todas as grandes cidades.
- b) ( ) O ato de se reunir para fazer refeições e partilhar momentos em família.
- c) ( ) A ausência total de aparelhos eletrônicos nas casas atuais.
- d) ( ) O hábito de lavar roupas exclusivamente nos rios das cidades de forma manual.
Questão 9
Para compreender as revoltas operárias no início da República no Brasil, o pesquisador deve analisar o ponto de vista dos donos das fábricas e também o ponto de vista dos trabalhadores. Agir assim é importante porque:
- a) ( ) Mostra que a história tem apenas um lado que estava correto.
- b) ( ) Permite construir uma visão mais ampla e justa do conflito social da época.
- c) ( ) Ajuda a decidir quem deve ser punido pelos problemas do passado.
- d) ( ) Confunde o historiador, que deveria focar apenas nas leis criadas pelo governo.
Questão 10
As memórias contadas pelos idosos de uma comunidade quilombola sobre como seus antepassados celebravam suas festas são exemplos de:
- a) ( ) Fontes escritas oficiais.
- b) ( ) Fontes arqueológicas encontradas embaixo da terra.
- c) ( ) Histórias inventadas que não possuem valor científico.
- d) ( ) Fontes orais que preservam a cultura e a história do cotidiano local.

